desafios da democracia e a construção da paz e reconciliação

Artigo completo: Ulaia, R. D., Vilanculos, T. S. A., Juízo, M. A., Cassicai, P. I. P., & Dembuenda, Á. J. F. M. (2024). Democracia e participação política em Moçambique: uma análise sobre os desafios da construção da paz e reconciliação nacional. International Journal Semiarid, 8, 273-286. https://doi.org/10.56346/ijsa.v7i8.320

Apresentação

Moçambique tem um histórico de instabilidade política marcado por conflitos armados e um processo contínuo de reconciliação (Dahl, 2008). A democracia e a participação política são cruciais para a consolidação da paz e a inclusão de diferentes grupos sociais (Galtung, 1996). O estudo investiga a natureza da paz em Moçambique e os desafios enfrentados para sua consolidação (Lederach, 1997). 

Metodologia

A pesquisa utiliza uma abordagem qualitativa, com enfoque hermenêutico e análise documental de textos históricos, discursos políticos e relatórios internacionais como UN and PNUMA (2018). Foram consultadas fontes como Dahl (2008), Galtung (1996) e Lederach (1997) para fundamentar a análise.


Resultado e discussão

A paz em Moçambique é caracterizada como condicional e imperial, sustentada por acordos frágeis e pela influência de potências externas (Papa Francisco, 2020). A participação política ainda enfrenta obstáculos devido à exclusão social, corrupção e desigualdades estruturais (Galtung, 1996).

Conclusão

A consolidação da paz em Moçambique exige um esforço contínuo para fortalecer as instituições democráticas e descentralizar o poder político, garantindo maior participação da sociedade civil no processo de tomada de decisões. A inclusão de grupos marginalizados e a implementação de políticas que reduzam as desigualdades estruturais são essenciais para evitar a perpetuação de conflitos e fomentar um ambiente político mais estável. Além disso, a reforma do sistema de justiça deve assegurar maior transparência e equidade no tratamento das demandas sociais, reforçando a confiança da população nas instituições estatais. Para que a paz seja sustentável, o desenvolvimento económico deve ser promovido de forma integrada, reduzindo a dependência de intervenções externas e garantindo que as riquezas nacionais beneficiem toda a população.

Referências

Dahl, R. A. (2008). Democracy and Its Critics. Yale University Press. https://books.google.co.mz/books?id=VGLYxulu19cC

Galtung, J. (1996). Peace by Peaceful Means: Peace and Conflict, Development and Civilization. SAGE Publications. https://books.google.co.mz/books?id=98BeHFgTK0cC

Lederach, J. P. (1997). Building Peace: Sustainable Reconciliation in Divided Societies. United States Institute of Peace Press. https://books.google.co.mz/books?id=54G6tlumdT0C

Papa Francisco. (2020). Carta Encíclica Fratelli Tutti sobre a Fraternidade e a Amizade Social https://www.vatican.va/content/francesco/pt/encyclicals/documents/papa-francesco_20201003_enciclica-fratelli-tutti.html

UN, & PNUMA. (2018). Transformando Nosso Mundo: A agenda 2030 para o desenvolvimento sustentável (Vol. 25). United Nations. https://www.mds.gov.br/webarquivos/publicacao/Brasil_Amigo_Pesso_Idosa/Agenda2030.pdf